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12.4.10
8.4.10
Horrores urbanos à moda do Porto
II - Na rua de Dom Manuel II

Situemo-nos: à esquerda está o edifício neoclássico, carregado de história, que acolhe o Museu Nacional de Soares dos Reis.
Discriminemos agora os horrores deste local, que são cinco: um de iniciativa privada, o primeiro, e quatro de iniciativa pública, isto é, promovidos pela entidade a quem pagamos milhões para cuidar do espaço urbano e zelar pela segurança dos cidadãos (entre muitas outras atribuições que não cumpre): o Estado.
1º e mais antigo horror – o caixote metálico construído diante do museu, no local onde outrora existiu um horto.
2º horror – o edifício do Hospital Geral de Santo António, cujo projecto estaria bem num subúrbio arruinado mas nunca na baixa do Porto, convivendo tanto com o museu como com outro edifício neoclássico e monumental que alberga o mesmo hospital.
3º horror (uma pérola) – a saída do túnel de Ceuta construída à porta do museu.
4º horror – a eliminação do passeio diante do museu que, na prática, criou um local de estacionamento automóvel.
5º e perigoso horror: na ausência do passeio os peões são obrigados a circular na faixa de rodagem em rota de colisão com as viaturas que saem do túnel.
Um conjunto de iniciativas brilhante, não é?
___________________
Adenda (18.11.2011)
Sobre este horror urbano veja-se as abordagens de Miguel Barbot, em 1 Pé no Porto e Outro no Pedal, e de paulofski Na Bicicleta.

Situemo-nos: à esquerda está o edifício neoclássico, carregado de história, que acolhe o Museu Nacional de Soares dos Reis.
Discriminemos agora os horrores deste local, que são cinco: um de iniciativa privada, o primeiro, e quatro de iniciativa pública, isto é, promovidos pela entidade a quem pagamos milhões para cuidar do espaço urbano e zelar pela segurança dos cidadãos (entre muitas outras atribuições que não cumpre): o Estado.
1º e mais antigo horror – o caixote metálico construído diante do museu, no local onde outrora existiu um horto.
2º horror – o edifício do Hospital Geral de Santo António, cujo projecto estaria bem num subúrbio arruinado mas nunca na baixa do Porto, convivendo tanto com o museu como com outro edifício neoclássico e monumental que alberga o mesmo hospital.
3º horror (uma pérola) – a saída do túnel de Ceuta construída à porta do museu.
4º horror – a eliminação do passeio diante do museu que, na prática, criou um local de estacionamento automóvel.
5º e perigoso horror: na ausência do passeio os peões são obrigados a circular na faixa de rodagem em rota de colisão com as viaturas que saem do túnel.
Um conjunto de iniciativas brilhante, não é?
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