21.9.10

Os trambolhos

São inestéticos e fora de escala. Têm uma espécie de antena, um tubo ferrugento e mal pintado por onde entra um cabo eléctrico, provavelmente para comunicarem com o além. Despontaram como cogumelos, um pouco por todo o lado. São inimagináveis noutros centros históricos classificados, ou não, pela UNESCO, mas no Porto tudo é possível. São redundantes, porque o que se propõem vender - gelados - está à mão de semear por toda a cidade, em cafés, bares e até nos locais onde se vendem jornais.



Para que servirão, então, estes empecilhos, para além de dificultarem a circulação das pessoas e de poluírem a paisagem urbana? Servem - como as bandeirolas e aqueles apelos inconsequentes que nos dizem “ O Porto chama por ti” - para dar um falso ar de animação à urbe, de cortina de fumo que esconda a apatia camarária, apenas alterada pelos caprichos pessoais do seu presidente, chamem-se eles construção no parque da cidade, túnel de Ceuta, metro na Avenida da Boavista, corridas de automóveis, projecto imobiliário do Aleixo ou obstrução à construção do Centro Materno Infantil do Norte.
São ainda uma prova do desinteresse, do desamor que o actual executivo camarário nutre por esta cidade milenar, cidade que merece muito melhor do que estas e outras excrescências que estarão por vir.

10.9.10

O encontro da Rua dos Pelames...

... com a Rua Escura, a Rua da Bainharia e a Rua do Souto, local intenso do tráfico de droga no bairro da Sé.

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