30.7.11

Trancas à porta

Na noite passada alguém partiu o vidro da porta número 44 da Rua de Ceuta, entrou no edifício e roubou parte das torneiras, dos cilindros de aquecimento de água e das canalizações. O prédio, projectado pelo arquitecto Agostinho Ricca em 1953 para o Montepio Geral, é composto por seis andares com seis apartamentos T6, que estão devolutos.





O tapete da entrada havia desaparecido há muito. Hoje de manhã, ao sol, entre manchas diuréticas e um cheiro nauseabundo, provenientes da cerveja emborcada na festiva “noite do Porto”, o proprietário procedia à protecção da entrada do prédio.



Não é apenas o Porto granítico, construído no século XIX, que está moribundo; a cidade do século XX, como pode ser verificado na Rua de Ceuta apontada como “um exemplo de bom gosto urbanístico”, está há muito no mesmo caminho. Até quando?

3 comentários:

manuel conde disse...

Cada vez mais,infelizmente, o título deste blog traduz o "estado de depressão" que,de forma cada vez mais aguda afecta esta "nossa cidade"...
E o que mais nos preocupa é que quem podia e devia prescrever o remédio não está minimamente interessado com o tratamento ou cura desta Invicta Cidade...

C.C. disse...

6 andares com 6 apartamentos T6, devolutos? E as pessoas a mudarem-se para Gaia e Matosinhos? É escandaloso e não se vê fim à vista

Anónimo disse...

Meus caros, a solução para a debandada da população do Porto é política. Agilizem os processos de licenciamento para obras baixem o IMI mudem a lei das rendas e acabem com a corrupção, de que ninguém fala mas como todos sabemos é um monstro omnipresente que mina e corrói qualquer iniciativa de desenvolvimento. O resto aparecerá com a maior das naturalidades.

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