24.3.11

Escola da Fontinha vandalizada

O apelo abaixo diz tudo. Vem de Marta Lino, leitora d' A Cidade Deprimente, que se manifesta inconformada com o abandono a que a Câmara Municipal do Porto e a Junta de Freguesia de Santo Ildefonso votaram a Escola da Fontinha. Este é mais um caso, local, de demissão do poder político perante as suas obrigações mais elementares.





«O meu nome é Marta, tenho 25 anos e resido no Porto desde sempre. Moro na rua da fábrica Social na Fontinha, entre Santa Catarina e a rua do Bonjardim e assisto todos os dias à degradação da escola da Fontinha nesta mesma rua. A escola foi fechada há cerca de 4 anos pela câmara e desde então tem sido vandalizada e assaltada. Consta pelos polícias, bombeiros, funcionários da câmara que roubaram desde a instalação eléctrica, lâmpadas, computadores, material, secretárias, aquecedores, etc. A Câmara precisa de ser responsabilizada por isto. Por permitir isto. Por abandonar uma escola, deixá-la ao abandono, ter notícia de que é completamente vandalizada e nada faz. Os portões continuam facilmente abertos e os muros são fáceis de transpor. É um edifício a meu ver importante não só por isto mas porque duas gerações da minha família nele estudaram e é uma escola que está fechada no Porto e que poderia ser aproveitada para outras actividades, tinha material, o edifício é interessante estando no local em que está e é uma vergonha para a cidade. Sei que não é o melhor meio para alertar a sociedade para esta questão mas envio-lhe o email à mesma e estou a tentar descobrir o que posso fazer para tentar melhorar a situação, sendo que a câmara e junta de freguesia parecem não querer saber nem responder.»

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