A rua eng. Ferreira Dias, na inóspita e desumanizada zona industrial do Porto, antes e depois do recente abate de 102 árvores, a maioria choupos de grande porte.
29.1.12
A natureza deve ser servida em doses homeopáticas
A rua eng. Ferreira Dias, na inóspita e desumanizada zona industrial do Porto, antes e depois do recente abate de 102 árvores, a maioria choupos de grande porte.
5.1.12
Sobre a privatização do miradouro da Vitória
Já tinha deparado com o miradouro da Bataria da Vitória encerrado ao público, com um aviso indicando que é agora propriedade privada, como referiu J.A. Rio Fernandes n’A Baixa do Porto.
Fotografia de George Tait - 1888.
O miradouro, local carregado de história, levou, no entanto, uma primeira machadada nos anos 90, com a construção de um edifício que impede a fruição da vista do casario que desce da Vitória até ao fundo do vale, e sobe depois até à Sé. Ignoro de quem foi a iniciativa da construção, se da Fundação para o Desenvolvimento da Zona Histórica do Porto ou da própria câmara. Sei que a vista daquele sítio, que faz parte da iconografia portuense, ficou assim amputada de uma das suas melhores partes. Para além de outros autores, foi fotografado por George Tait, em 1888, e repetidamente pintado por aquele que foi considerado, por Abel Salazar, o maior aguarelista português dos tempos modernos, António Cruz.
Aguarela de António Cruz.
Só não fiquei "estarrecido" com a privatização do miradouro, como se manifesta J. A. Rio Fernandes, com razão, porque não espero, nunca, nada de bom dos poderes públicos em Portugal. Foi assim que me ensinou a prática da vida, alguma memória e uma observação que julgo atenta.

Fotografia de George Tait - 1888.
O miradouro, local carregado de história, levou, no entanto, uma primeira machadada nos anos 90, com a construção de um edifício que impede a fruição da vista do casario que desce da Vitória até ao fundo do vale, e sobe depois até à Sé. Ignoro de quem foi a iniciativa da construção, se da Fundação para o Desenvolvimento da Zona Histórica do Porto ou da própria câmara. Sei que a vista daquele sítio, que faz parte da iconografia portuense, ficou assim amputada de uma das suas melhores partes. Para além de outros autores, foi fotografado por George Tait, em 1888, e repetidamente pintado por aquele que foi considerado, por Abel Salazar, o maior aguarelista português dos tempos modernos, António Cruz.
Aguarela de António Cruz.
Só não fiquei "estarrecido" com a privatização do miradouro, como se manifesta J. A. Rio Fernandes, com razão, porque não espero, nunca, nada de bom dos poderes públicos em Portugal. Foi assim que me ensinou a prática da vida, alguma memória e uma observação que julgo atenta.

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