1.4.17
O desaparecimento do busto de António Nobre no JN
O Jornal de Notícias de hoje aborda, na sua edição em papel, o desaparecimento do busto de António Nobre do jardim de João Chagas. O jornal tentou, em vão, obter esclarecimentos sobre esta matéria junto da Câmara Municipal do Porto. Entretanto, a agência de notícias Lusa difundiu uma notícia redigida com base numa fonte do gabinete de comunicação da câmara, onde é afirmado que o busto do poeta portuense foi roubado em Janeiro passado, tendo o caso sido comunicado à PSP.
A CMP, que não faz qualquer referência ao abandono a que o monumento a António Nobre está votado há pelo menos dez anos, afirma ainda que o fenómeno do vandalismo na cidade do Porto existe, não é menor, ou seja, é algo que tem a sua importância e que tem vindo a ser acompanhado pela câmara e pelas autoridades. Para ler a notícia da Lusa clique aqui.
30.3.17
Só lhe faltava isto
O busto em bronze de António Nobre desapareceu do Jardim de João Chagas, na Cordoaria, há pelo menos um mês. A avaliar pelo silêncio, a cidade nem deu por isso. Ou então, o que é mais provável, não deu importância ao sucedido, deslumbrada que anda com o seu próprio umbigo.
Sujo, como estão quase todas as esculturas da cidade, e votado ao abandono há pelo menos dez anos, o monumento ao poeta portuense tem servido de sanitário, lixeira, depósito de seringas e até, como foi relatado aqui, de local para uma festarola de promoção de uma marca de cerveja.
Com o decorrer do tempo raparam-lhe os motivos decorativos, da autoria de Henrique Moreira. Depois desapareceram as inscrições em bronze. Por último foi-se o busto que terá tido o destino de outra escultura outrora residente ali perto, A Anja de José Rodrigues, roubada e encontrada retalhada numa oficina, para derreter.
Embora não pareça, esta é a mesma cidade que, com outra gente menos bárbara, patrocinou a execução do monumento e o inaugurou no dia 26 de Março de 1927, ao som de A Portuguesa, executada pela banda do Asilo do Terço perante inúmeras individualidades portuenses.
A figura delicada do poeta do Só - título da única obra que viu publicada em vida - foi modulada em Paris, em 1892, por Tomás Costa, o escultor do Monumento ao Infante D. Henrique, no Porto. A partir daquele exemplar foi fundido o que se encontrava na Cordoaria, integrado num lugar de memória projectado por António Correia da Silva, o arquitecto do Mercado do Bolhão e do edifício da Câmara Municipal do Porto.
Para saber mais sobre o monumento a António Nobre clique aqui.
15.8.16
Objectos Pindéricos Identificados
Aparecem regularmente no início da Primavera. Têm como características a estrutura de materiais rudes e o exagero do tamanho. São os Objectos Pindéricos Identificados (O.P.I.) que a Câmara Municipal do Porto dissemina cuidadosamente, ano após ano, em locais emblemáticos da cidade, como se de instalações artísticas se tratasse. Primam pela falta de sensibilidade, constituindo-se como um insulto à paisagem urbana, já de si emporcalhada por uma sinalética descuidada, decadente, e por bandeirolas e pendões publicitários poluentes e inúteis. Nas imagens podem ver duas dessas coisas reles instaladas à beira-rio. Uma no belo Jardim do Passeio Alegre, entre os elegantes obeliscos desenhados por Nicolau Nasoni no século XVIII, e a outra na Avenida de D. Carlos I, como infeliz companhia das palmeiras-das-canárias que Eugénio de Andrade referiu serem «altas como os marinheiros de Homero».
14.4.16
Um enorme disparate
Não é a primeira vez que a Ponte Maria Pia é alvo de ideias disparatadas. Em 2013, alguém propôs que a ponte fosse desmontada e transportada para um espaço existente entre a Rua dos Bragas e a Rua de Álvares Cabral. Agora surgiu outra ideia, a construção de um novo tabuleiro na ponte metálica, que está classificada como Monumento Nacional desde 1982 e que recebeu, em 1990, a distinção de Internacional Historic Civil Engineering Landmark da American Society of Engineering.
Estas ideias são tão absurdas que deveriam chamar a atenção dos responsáveis municipais do Porto e de Gaia, para o abandono a que a ponte, inaugurada em 1877, está votada. Enquanto isso não acontece, não faltará por aí, entre o foguetório vigente, quem confunda património com a disneylândia.
A ler aqui.
23.3.16
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- Uma vida ao serviço da comunicação empresarial, como fotógrafo, videógrafo, designer gráfico e redactor publicitário.







