
Situemo-nos: à esquerda está o edifício neoclássico, carregado de história, que acolhe o Museu Nacional de Soares dos Reis.
Discriminemos agora os horrores deste local, que são cinco: um de iniciativa privada, o primeiro, e quatro de iniciativa pública, isto é, promovidos pela entidade a quem pagamos milhões para cuidar do espaço urbano e zelar pela segurança dos cidadãos (entre muitas outras atribuições que não cumpre): o Estado.
1º e mais antigo horror – o caixote metálico construído diante do museu, no local onde outrora existiu um horto.
2º horror – o edifício do Hospital Geral de Santo António, cujo projecto estaria bem num subúrbio arruinado mas nunca na baixa do Porto, convivendo tanto com o museu como com outro edifício neoclássico e monumental que alberga o mesmo hospital.
3º horror (uma pérola) – a saída do túnel de Ceuta construída à porta do museu.
4º horror – a eliminação do passeio diante do museu que, na prática, criou um local de estacionamento automóvel.
5º e perigoso horror: na ausência do passeio os peões são obrigados a circular na faixa de rodagem em rota de colisão com as viaturas que saem do túnel.
Um conjunto de iniciativas brilhante, não é?
Impressionante!
ResponderEliminarTanta "asneira" num espaço tão pequeno!!!!
ResponderEliminarPrezado Carlos,
ResponderEliminarTem alguma ideia do que é que vai sair das obras que estão a decorrer no antigo CICAP? Será mais um horror?
Aproveito para lembrar que o edifício onde está (bem) instalado o Museu Nacional de Soares do Reis é chamado Palácio dos Carrancas e que alojou o Rei D. Pedro IV quando ele se instalou aqui no Porto, vindo da ilha Terceira. O Rei-Soldado esteve pouco tempo alojado nesse palácio, porque o edifício era um alvo fácil para a artilharia miguelista colocada em Gaia. D. Pedro IV acabou por se alojar num edifício da Rua de Cedofeita, muito menos nobre do que o Palácio dos Carrancas, mas muito menos exposto.
Caro Fernando Ribeiro
ResponderEliminarÉ curioso, no lugar do antigo CICAP funcionará o CICA, o Centro Integrado de Cirurgia de Ambulatório do Hospital de Santo António. O actual hospital ficará para internamentos. Sei, mas não com exactidão, que no local haverá lugar também para instalações do I.C.B. Abel Salazar e da Faculdade de Farmácia. Na entrada do actual ambulatório, no Santo António, está exposta uma maqueta com o conjunto de edificações.
Dizem que temos sido desgovernados por advogados e engenheiros, agora acrescento arquitectos, pois só "iluminados" não veem as asneiras que mandam construir...
ResponderEliminarabraço e parabens pelas reportagens...
Em primeiro lugar, parabéns a Carlos Romão pela pertinência dos temas e beleza das fotografias. Depois queria dizer que os engenheiros, como tal, não governam assim como os arquitectos...
ResponderEliminarQuem governa é o governo que é eleito;não se percebe, pelo menos eu,como é que o nosso autarca Rui Rio ganha com maioria, e assistimos à destruição da cidade; e se calhar ganha outra vez, e se não for ele, é outro como ele . A população do Porto está mudada; talvez que a actual cidade seja do seu agrado.
A administração pública foi sendo tomada de assalto ao longo dos anos pelos dois partidos do poder o PS e o PSD que fizeram de Portugal um corpo morto onde os seus militantes se banqueteiam. Um dia destes nem a carcassa do país se aproveita.
ResponderEliminarVerdadeiros abortos paisagíticos e mesmo, no caso do túnel, funcionais!
ResponderEliminarPasso por lá quase diariamente e sinto uma dor na alma. Gostava que dias melhores viessem para esta zona...
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