28.7.10

E se o Porto fosse um motor de explosão?



Cada instituição tem a imagem que cultiva. Esta representa a Câmara Municipal do Porto na Praça de Gonçalves Zarco, ao Castelo do Queijo. Nada de criticável, digamos antes que a fotografia está condizente com a realidade depressiva do Porto. Ou acima dessa realidade, uma vez que aqueles farrapos sujos, no alto de uns mastros, com as insígnias da antiga, mui nobre, invicta e sempre leal cidade do Porto, não descem tão baixo como por vezes faz o sítio institucional da CMP, pago com o dinheiro dos contribuintes que deveria servir.
Veja-se como a câmara reagiu às crónicas de Amílcar Correia, jornalista, e de João Teixeira Lopes, sociólogo, saídas no Público, não suportando a crítica, diminuindo a importância social do jornal e assumindo-se como órgão de propaganda das decisões trôpegas que o executivo municipal tem aplicado à cidade.
O Porto está mais pobre, mais vazio, mais sujo, decadente, apático e desorganizado. Basta comparar com os concelhos vizinhos. As iniciativas contrárias a este estado de coisas têm vindo, felizmente, da sociedade dita civil.
É uma pena que a cidade não seja um motor de explosão... certamente estaria um brinquinho.

2.7.10

Desafio

Imagine que, em Dezembro, montou em casa um presépio e uma árvore de Natal. Imagine ainda que, passadas as festas, mantém a árvore e o presépio montados até Fevereiro ou Março.
Como se classificaria do ponto de vista da gestão das tarefas da sua vida pessoal? Laxista, permissivo, incapaz, incompetente, inadequado para a vida familiar?
Passemos agora a outra situação, do domínio do surreal.



A feira do livro decorreu entre 1 de 20 de Junho. Depois sucederam os festejos de S. João. Hoje, 2 de Julho às 12h03, doze dias depois da feira ter encerrado, a Praça da Liberdade apresentava o aspecto que as imagens documentam, com o que resta dos contentores de livros espalhado pela placa central à mistura com gradeamentos metálicos, automóveis estacionados e, para nosso alívio - ligeiro mas constituiu um alívio - um mamarracho, daqueles em que a empresa municipal Porto Lazer é perita, reivindicando a paternidade de toda aquela desgraça - não fosse alguém pensar que o espaço público no Porto está a cargo da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.



Voltando atrás, à questão hipotética do presépio e da árvore de Natal, aplique agora, a esta atitude da Câmara Municipal do Porto - é aqui que está o desafio - os adjectivos que achar adequados.

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