30.7.11

Trancas à porta

Na noite passada alguém partiu o vidro da porta número 44 da Rua de Ceuta, entrou no edifício e roubou parte das torneiras, dos cilindros de aquecimento de água e das canalizações. O prédio, projectado pelo arquitecto Agostinho Ricca em 1953 para o Montepio Geral, é composto por seis andares com seis apartamentos T6, que estão devolutos.





O tapete da entrada havia desaparecido há muito. Hoje de manhã, ao sol, entre manchas diuréticas e um cheiro nauseabundo, provenientes da cerveja emborcada na festiva “noite do Porto”, o proprietário procedia à protecção da entrada do prédio.



Não é apenas o Porto granítico, construído no século XIX, que está moribundo; a cidade do século XX, como pode ser verificado na Rua de Ceuta apontada como “um exemplo de bom gosto urbanístico”, está há muito no mesmo caminho. Até quando?

18.7.11

Más práticas e boas contas


Praça da Ribeira

Quem acompanha este blogue estará longe de imaginar que a Câmara do Municipal do Porto dispõe de um Gabinete de Arrumação e Estética do Espaço Público, composto por um «"conselho de administração” com duas vogais executivas, e mais três directores municipais».
Ignorará também que a Câmara estabeleceu um contrato no valor de 70 500,00 euros, por ajuste directo, com uma das vogais do dito gabinete, para «aquisição de serviços de desenvolvimento de um estudo de investigação, observação e identificação das intervenções implementadas ao longo de muitos anos na via pública da cidade do Porto, e a elaboração de um relatório de boas normas».
A ler, com atenção, na Sociedade Secreta de Reabilitação Urbana.

12.7.11

A António Nobre

No espaço arbustivo, conhecido como jardim, da Cordoaria.








4.7.11

Na Praça de Gomes Teixeira, a dos Leões

As entradas do parque de estacionamento e um contributo da CDU para o vandalismo urbano.














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