
Muitos de nós não saberão que aqui já houve cidade. Antes desta ruína o casario da Sé estava cosido ao das ruas Chã, do Loureiro e do Cativo.

A separação ocorreu, durante os anos quarenta, com a demolição do morro que ligava o alto da Sé a esses lugares.

A intenção foi a de abrir uma avenida que facilitasse a circulação automóvel entre a Ponte Luís I e a Praça de Almeida Garrett.


Ao longo de seis décadas sucederam-se os projectos de urbanização do local mas o que sobrou para o presente não passa de uma pedreira.




Por ironia ou não, o Metro do Porto optou, recentemente, por ligar a ponte à praça através de um túnel, como que a corroborar a inutilidade da decisão de antanho.


Como não há passes de magia que reponham o casario demolido, sobra a requalificação do local, anunciada esta semana.
Desenganem-se, porém, se pensam que a pedreira vai desaparecer. A requalificação, paga pelo Metro do Porto, será horizontal, quer dizer dos pavimentos e da iluminação. A pedreira e o casario arruinado continuarão por lá a assombrar a memória da cidade.