Esta é uma daquelas edificações que eu considero mamarrachos. Porque é que se construiu este paralelipípedo, que faz (ainda mais) sombra sobre as ruínas da antiga Casa da Câmara e que fica quase "em cima" da Sé, ultrapassa a minha compreensão. E depois de o terem construído não sabem o que é que lhe hão-de fazer. O resultado está à vista.
Cro Carlos... Os horários explicam-se: legislação do trabalho...
Quanto ao edifício, falou-se muito pouco do mamarracho. Se tivesse sido o Rui Rio a decidir isso, caía o Carmo e a Trindade... Isso foi no tempo que o espírito crítico dos portuenses andava por baixo...
Vê-se que prefere, de longe, a outra face. Aqui há sempre algo de novo. Ainda que esteja aparentemente in a smoother way nestas paragens. O autor nem precisa dizer nada, é pôr as fotos em linha e aguardar os comentários. Trabalho de crítica/crônica social a muitas mãos.:) Bem pensado e produzido.
Caro Blogger!Nunca comento mas visito muito.Passe no meu Blog pois atribui-lhe um selo chamado Thinking Blogger Award.Parabéns por me mostrar na Internet uma cidade que vive sempre comigo.
Boa tarde. Adorei os teus blogues e acho que ambas as faces da cidade estão muito bem retratadas em termos de espírito do que é a cidade do Porto. Sem falar que esta componente é muito boa para alertar para o que de mal está com a cidade.
Da minha lista de blogues regularmente visitados faço cinco novos nomeados para o Prémio Blogue Com Tomates (a.k.a. No Fear Blog Award):
1º Urban Stage (bonito, fresco, irreverente, só é pena que seja actualizado tão pouco); 2º Hugo Strikes Back! (pelo imaginário muito nipónico do País das Maravilhas); 3º Sound + Vision (um bom sítio para saber da música e do cinema de que gosto); 4º A Outra Face da Cidade Surpreendente (é impossível ficar indiferente a esta outra cidade); 5º Salsa & Pimenta (uma referência antiga, apesar de precisar de alguma outra frescura).
Missão comprida, mas cumprida! Parabéns às vítimas...
encontrei os seus dois blogs por acaso e devo dizer que fiquei apaixonada pelas fotografias e pelos temas! Sou portuense e estou a estudar em Aveiro e sinto imensas saudades do Porto, do porto que mostra no outro blog... Mas rejeito este, sei que ele existe, mas rejeito-o. Este edificio que nos fala o post é extremamente feio, sempre o foi e nunca vi ng a levantar a voz sobre ele... está abandonado e torna a cidade feia!
Se podem demolir prédios por causa do programa polis (como em Viana do Castelo) porque não limpar este edificio da nossa cidade.
Bem lembrado, o caso deste elefante branco. Branco sujo.
Lembro-me de ter ouvido alguém dizer por alturas da inauguração, que "isto agora pode parecer algo chocante, mas vão ver que com a patine do tempo o granito há-de ganhar outra dignidade". Pois o tempo já passou e só vejo o granito a ficar feio e sujo. Nada de digno vi ainda.
Respeito imenso a memória de Fernando Távora, mas nunca compreendi o porquê da teima em levar esta torre a cabo. Ainda por cima para não servir de nada a ninguém. Nem aos desgraçados dos empregados que lá teriam que passar o dia, já que parece que ficou escrito que nem uma instalação sanitária para seu uso lá poderia ser colocada, para não desvirtuar o espaço interior. Depois, a estátua do Porto, lá colada ao vidro, voltada para dentro... Voltada para ninguém e nada. Pergunto-me que reais intenções teria o autor para ter feito tal lavoura.
O mais triste de tudo é que a situação desta torre-fantasma nunca virá a ser corrigida. Rebaixar-lhe a cércea nunca será uma opção, porque é sabido que tudo o que tenha a mão de Mestre Távora é intocável. Veja-se o caso do pavimento circundante à estátua de Almeida Garrett, que escapou à fúria granítica de Siza Vieira somente por respeito ao Mestre. E se na grande maioria dos casos acho isso bem, neste... nem por isso.
A alma da cidade do Porto é a nobilíssima pedra de granito. Apelidar de «fúria granítica de Siza Vieira» a restituição à Av. dos Aliados do pavimento que lhe era próprio é um tanto grotesco.Quanto à obra do Távora, olhem para ela antes de a maldizer. É uma marca de contemporaneidade que contrasta bem naquele espaço. Os meus sinceros parabéns pelas maravilhosas fotografias deste blog.
Grotesco, para mim e a meus olhos, foi o que sucedeu à própria Avenida. Qualquer comentário meu nunca a ferirá tanto como já foi. Mas já estou cansada de debater este assunto com os inabaláveis admiradores de Siza. Não me alongo nesta questão, cada um que fique com a sua opinião, e pessoalmente só espero um dia viver para ver reposta a nobreza que a Avenida um dia teve.
Sou completamente a favor da contemporaneidade. Mas tudo em seu local, e com a devida escala. Um exemplo bem melhor enquadrado na mesma zona da Sé é o maltratado - esse sim - mercado de S. Sebastião. Para além de lhe ser facilmente identificada a função, a sua inserção está discreta e no entanto eficaz. Aposto que a maioria das pessoas nem dá por sua presença. Está lá, cumpre, e não chateia. Para quê insistir em pôr-se em bicos de pés? O que é bom não precisa disso. E Mestre Távora certamente não precisava disto.
Se não fôr pedir muito e se isso não te causar grande depressão, o que seria natural e aceitável, bem que gostaria de ver actualizado este blogue, já que é uma forma de protesto que pode ser muito útil à cidade...surpreendente. Bjs, th
É curioso como este blog estando parado, consegue atrair sempre visitantes. O 1ºcomentário é de 17/2/o7 e o último de 16/5/o8 com mais de 1 ano de intervalo. E eu que mais uma vez o revisito,tenho muita pena de não ver novas fotografias desta face da cidade de que infelizmente, abundam motivos. Só uma achega para o monumento do Távora e para quem não saiba,trata-se de restituir a «Casa dos 21» que era exactamente naquele lugar. Vá lá, não lhe chamem mamarracho; exijam é da Cãmara a sua boa apresentação e funcionamento; porque assim como está é uma vergonha!........
os espaços edificantes não nascem, por raizes, nascem por projectos mascarados em hipocresia e interesses juntos no mesmo "saco"... todos temos consciência dele... mas como enfrentá-lo, o Carlos deu o primeiro passo, mas uma barreira existe antes de chegar "Ao Centro de Acolhimento (a)turistico"! pois querer, todos queremos...e como!!!
Esta é uma daquelas edificações que eu considero mamarrachos. Porque é que se construiu este paralelipípedo, que faz (ainda mais) sombra sobre as ruínas da antiga Casa da Câmara e que fica quase "em cima" da Sé, ultrapassa a minha compreensão. E depois de o terem construído não sabem o que é que lhe hão-de fazer. O resultado está à vista.
ResponderEliminarCaro Carlos,
ResponderEliminarÉ curioso que passei pelo mesmo problema naquele dia, como deves imaginar. Fiquei sem o que dizer aos franceses.
É, de facto, lamentável!
Abraço,
Cro Carlos... Os horários explicam-se: legislação do trabalho...
ResponderEliminarQuanto ao edifício, falou-se muito pouco do mamarracho. Se tivesse sido o Rui Rio a decidir isso, caía o Carmo e a Trindade...
Isso foi no tempo que o espírito crítico dos portuenses andava por baixo...
É pior que um mamarracho.
ResponderEliminarÉ um escarro, tem "meia duzia" de anos e tem um aspecto horrivel, velho, feio e estragado...
Valha-nos "O Porto" e "Nossa Senhora" do mesmo!...
ResponderEliminarUm abraço da
Maria Mamede
Vê-se que prefere, de longe, a outra face. Aqui há sempre algo de novo. Ainda que esteja aparentemente in a smoother way nestas paragens. O autor nem precisa dizer nada, é pôr as fotos em linha e aguardar os comentários. Trabalho de crítica/crônica social a muitas mãos.:) Bem pensado e produzido.
ResponderEliminarbom dia dia de olhar a tua POESIA.
ResponderEliminar__________________
Caro Blogger!Nunca comento mas visito muito.Passe no meu Blog pois atribui-lhe um selo chamado Thinking Blogger Award.Parabéns por me mostrar na Internet uma cidade que vive sempre comigo.
ResponderEliminarParabéns pelo SELO que conferiu, Belinha, muito justamente. Ótimo blog. Queremos mais...muito mais. Abçs
ResponderEliminarBoa tarde. Adorei os teus blogues e acho que ambas as faces da cidade estão muito bem retratadas em termos de espírito do que é a cidade do Porto. Sem falar que esta componente é muito boa para alertar para o que de mal está com a cidade.
ResponderEliminarDa minha lista de blogues regularmente visitados faço cinco novos nomeados para o Prémio Blogue Com Tomates (a.k.a. No Fear Blog Award):
ResponderEliminar1º Urban Stage (bonito, fresco, irreverente, só é pena que seja actualizado tão pouco); 2º Hugo Strikes Back! (pelo imaginário muito nipónico do País das Maravilhas); 3º Sound + Vision (um bom sítio para saber da música e do cinema de que gosto); 4º A Outra Face da Cidade Surpreendente (é impossível ficar indiferente a esta outra cidade); 5º Salsa & Pimenta (uma referência antiga, apesar de precisar de alguma outra frescura).
Missão comprida, mas cumprida! Parabéns às vítimas...
Boa noite,
ResponderEliminarencontrei os seus dois blogs por acaso e devo dizer que fiquei apaixonada pelas fotografias e pelos temas! Sou portuense e estou a estudar em Aveiro e sinto imensas saudades do Porto, do porto que mostra no outro blog... Mas rejeito este, sei que ele existe, mas rejeito-o. Este edificio que nos fala o post é extremamente feio, sempre o foi e nunca vi ng a levantar a voz sobre ele... está abandonado e torna a cidade feia!
Se podem demolir prédios por causa do programa polis (como em Viana do Castelo) porque não limpar este edificio da nossa cidade.
Parabéns pelos Blogues!
Marta Lino
Bem lembrado, o caso deste elefante branco. Branco sujo.
ResponderEliminarLembro-me de ter ouvido alguém dizer por alturas da inauguração, que "isto agora pode parecer algo chocante, mas vão ver que com a patine do tempo o granito há-de ganhar outra dignidade". Pois o tempo já passou e só vejo o granito a ficar feio e sujo. Nada de digno vi ainda.
Respeito imenso a memória de Fernando Távora, mas nunca compreendi o porquê da teima em levar esta torre a cabo. Ainda por cima para não servir de nada a ninguém. Nem aos desgraçados dos empregados que lá teriam que passar o dia, já que parece que ficou escrito que nem uma instalação sanitária para seu uso lá poderia ser colocada, para não desvirtuar o espaço interior.
Depois, a estátua do Porto, lá colada ao vidro, voltada para dentro... Voltada para ninguém e nada.
Pergunto-me que reais intenções teria o autor para ter feito tal lavoura.
O mais triste de tudo é que a situação desta torre-fantasma nunca virá a ser corrigida. Rebaixar-lhe a cércea nunca será uma opção, porque é sabido que tudo o que tenha a mão de Mestre Távora é intocável. Veja-se o caso do pavimento circundante à estátua de Almeida Garrett, que escapou à fúria granítica de Siza Vieira somente por respeito ao Mestre. E se na grande maioria dos casos acho isso bem, neste... nem por isso.
A alma da cidade do Porto é a nobilíssima pedra de granito. Apelidar de «fúria granítica de Siza Vieira» a restituição à Av. dos Aliados do pavimento que lhe era próprio é um tanto grotesco.Quanto à obra do Távora, olhem para ela antes de a maldizer. É uma marca de contemporaneidade que contrasta bem naquele espaço.
ResponderEliminarOs meus sinceros parabéns pelas maravilhosas fotografias deste blog.
caro c.c.
ResponderEliminarGrotesco, para mim e a meus olhos, foi o que sucedeu à própria Avenida. Qualquer comentário meu nunca a ferirá tanto como já foi.
Mas já estou cansada de debater este assunto com os inabaláveis admiradores de Siza. Não me alongo nesta questão, cada um que fique com a sua opinião, e pessoalmente só espero um dia viver para ver reposta a nobreza que a Avenida um dia teve.
Sou completamente a favor da contemporaneidade. Mas tudo em seu local, e com a devida escala. Um exemplo bem melhor enquadrado na mesma zona da Sé é o maltratado - esse sim - mercado de S. Sebastião. Para além de lhe ser facilmente identificada a função, a sua inserção está discreta e no entanto eficaz. Aposto que a maioria das pessoas nem dá por sua presença. Está lá, cumpre, e não chateia.
Para quê insistir em pôr-se em bicos de pés? O que é bom não precisa disso. E Mestre Távora certamente não precisava disto.
Se não fôr pedir muito e se isso não te causar grande depressão, o que seria natural e aceitável, bem que gostaria de ver actualizado este blogue, já que é uma forma de protesto que pode ser muito útil à cidade...surpreendente.
ResponderEliminarBjs, th
actually, that's brilliant. Thank you. I'm going to pass that on to a couple of people.
ResponderEliminarUm ótimo blog! Parabéns!
ResponderEliminarAbraços!
Sorprendente blog.
ResponderEliminarhttp://espejoquehuye.blogspot.com/2008/03/oporto.html
É curioso como este blog estando parado, consegue atrair sempre visitantes. O 1ºcomentário é de 17/2/o7 e o último de 16/5/o8 com mais de 1 ano de intervalo. E eu que mais uma vez o revisito,tenho muita pena de não ver novas fotografias desta face da cidade de que infelizmente, abundam motivos.
ResponderEliminarSó uma achega para o monumento do Távora e para quem não saiba,trata-se de restituir a «Casa dos 21» que era exactamente naquele lugar.
Vá lá, não lhe chamem mamarracho; exijam é da Cãmara a sua boa apresentação e funcionamento; porque assim como está é uma vergonha!........
os espaços edificantes não nascem, por raizes, nascem por projectos mascarados em hipocresia e interesses juntos no mesmo "saco"... todos temos consciência dele... mas como enfrentá-lo, o Carlos deu o primeiro passo, mas uma barreira existe antes de chegar "Ao Centro de Acolhimento (a)turistico"! pois querer, todos queremos...e como!!!
ResponderEliminarUma correcção; Casa dos 24
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