11.8.11

O voo inglório de Ganimedes

Ganimedes era um príncipe de Tróia que Zeus, transformado em águia, raptou e possuiu durante o voo. Este episódio da mitologia grega está representado numa escultura que António Fernandes de Sá (1854-1959) executou em Paris em 1898. Fundida em Lisboa em 1914, aquela obra de arte estava na Praça da República.
Em Janeiro deste ano, no fim das comemorações do Centenário da República, a escultura foi substituída por uma figura feminina do escultor Bruno Marques, de homenagem à causa republicana, oferecida à cidade pela Fundação Engenheiro António de Almeida.




O Rapto de Ganimedes na Cordoaria

Não se contesta a mudança, mas sim o facto de O Rapto de Ganimedes ter voado para a Cordoaria com o vaso com que servia no Olimpo o néctar aos deuses, partido, e carregado da sujidade que acumulou durante dezenas de anos no Jardim de Teófilo Braga. Não haveria, nos dez milhões de euros que se gastaram na festança do regime, uns trocos para recuperar a belíssima obra de António Fernandes de Sá?

7 comentários:

  1. Amigo Carlos Romão,
    anteontem fui apresentar a escultura a uns amigos. Quási não se vê, pois a folhagem das árvores a envolve em grande parte. Não há uma única informação sobre o autor,o que representa e a razão da sua existência. São pequenas/grandes coisas que deveriam existir junto a estes pequenos monumentos. Salva-nos, aos curiosos, a net, pois há sempre alguém que sabe das coisas.
    E o passa a palavra vai funcionando.Como hoje e aqui aprendi algo mais sobre a escultura. Quanto à limpeza, presumo que nesta altura está mais ou menos limpa. Porque francamente, não me chamou a atenção a sujidade. Um abraço

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  2. Gosto muito dessa escultura e o ano passado fotografei-a aqui:

    Praça da República

    ainda lá estava...

    grouchomarx

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  3. É um hábito nesta cidade não acompanhar as esculturas com informações básicas: o autor e a pequenina história que a explica. O que vale é a informação atenta deste blog.
    Quanto à limpeza e conservação, penso que já estamos tão habituados a fontes secas e a esculturas partidas que já nem damos por isso.

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  4. Toda a razão.
    Muitas conferências para as mesmas pessoas.
    Bem podia ter sido reservada uma quota parte para a limpeza e algum restauro de peças como esta...

    Quanto à falta de identificação, infelizmente, o vício é geral.

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  5. Já saio pouco e há muito que não passo na Praça da República.
    Desconhecia que ganimedes tinha levantado vôo outra vez, para um local mais recôndito, mais escondido, mas neste Porto tudo está assim, por isso Ganimedes apenas sofre a inclemência destes tempos onde a honestidade reina.

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  6. Anónimo16.12.11

    é o resultado dos vícios da República opulenta e ladra.

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  7. Meu amigo gosto imenso do Porto
    mas não vivo lá, mais perto de
    Lisboa.Faz um belíssimo trabalho
    de divulgação.
    Será que eu posso usar algumas
    imagens dos seus blogues,utilizando
    com os devidos créditos.
    Basta deixar um comentário.
    Um abraço

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